segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Feira de conhecimento no JCD

















Aula de dança









Plano de aula som e movimento
5º Ano


Introdução 


A dança inserida no meio escolar deve ser concebida como forma de articulação e construção de conhecimento, com seus objetivos e conteúdos específicos. Objetivos estes relacionados àformação mais integrada do aluno, desenvolvendo o corpo e o movimento de maneira expressiva, comunicativa e criativa. Na contramão de uma série de exercícios espontaneístas ou somente lúdicos, ou ao aprendizado de um “estilo”/código de dança específico, a visão de dança proposta refere-se à um trabalho consciente e criativo que oriente o aluno a conhecer seu corpo, explorar e desenvolver seu movimento, interagindo com o outro, o espaço da escola e outras linguagens artísticas e/ou conteúdos de outras áreas. Um processo de construção de conhecimento e criação constante.
Levar em conta os limites físicos dos alunos, valorizar e estimular sua movimentação particular, acolher diferenças e trabalhar com elas na dinâmica da aula é fundamental para o desenvolvimento do potencial criativo e expressivo do aluno em dança. Certo e errado são então relativizados, se o objetivo não é a reprodução de uma coreografia com passos ensinados pelo professor, mas sim uma construção conjunta em que a dança/coreografia é resultado do um processo de aprendizagem vivenciado.
Conteúdos 

- Som e movimento
- A relação entre som e movimento é intrínseca ao ser humano. Na criança, esta relação acontece de forma direta. Na dança, a relação com a música também é muito presente e, pode ser trabalhada de diferentes maneiras. Dissociá-la é uma boa forma de perceber e abrir a possibilidade de novas relações entre som/música e movimento.

Objetivos 

- Estabelecer diferentes maneiras de relacionar som e movimento

- Perceber e conhecer o que é ritmo interno e externo
- Possibilitar o contato com diferentes sonoridades mecânicas(músicas gravadas) ou criadas pelos próprios alunos
- Possibilitar um processo de criação de pequenas sequências coreográficas


Materiais necessários

- Sala ampla para realização de atividade corporal
- Aparelho de som – CD
- Seleção de diferentes sonoridades: músicas de rítmos diferentes, sons diversos. Pode-se solicitar material dos alunos: pedir para eles selecionarem e trazerem músicas que gostem, não necessariamente de dançar.

Desenvolvimento das atividades
Aula 1

- Organize uma roda para iniciar a aula e explique para os alunos a proposta da atividade. Ressalte a importância de ouvir: o sons, a música, o professor; de ver: o espaço, o movimento dos outros colegas; de criar: não importa se o movimento é “feio ou bonito”, “esquisito e/ou engraçado”. O importante é investigar seus movimentos utilizado todas as partes do corpo.
Atividade 1
- Inicie aquecendo o corpo em roda, começando pela respiração abdominal e, pedindo para cada um observar o tempo de sua respiração e o som ou silêncio. Siga o aquecimento pedindo para cada um realizar um movimento que aqueça, e todos repetem Sem música, cada um no seu tempo.
O professor pode ao longo deste aquecimento propor mudanças de velocidade, isto é: fazer este mesmo movimento mais rápido, mais lento, muito mais rápido, etc.
Atividade 2 

- Introduza o jogo: os alunos, espalhados pela sala, começarão a se mover a partir do estímulo sonoro, no caso, musical. Quando acaba o som, cessa o movimento e permanecem em pausa atá começar outro som.
Coloque então diferentes músicas (8/10), com tempos e sonoridades contrastantes para que os alunos tenham experiências diversas. Os alunos podem num primeiro momento fechar os olhos para ouvir a música e deixar o corpo responder a este estímulo.
Ao final deste jogo estimule uma reflexão conjunta:Músicas diferentes faz com que nos movimentemos de maneira diferente? Qual música estimulou mais o movimento? Por que? Existe um consenso?
É importante que os alunos se escutem neste momento. A dança é um fazer/pensar constante.
Atividade 3

- Separe os alunos em duplas: um aluno emite sons enquanto que o outro responde imediatamente com o corpo/movimento ao som proposto. Como se fosse um “boneco movido ao som”
Os dois são criativos neste caso, quem faz o som e quem, responde. Inverta os papéis e repita o exercício formando novas duplas. O professor pode exemplificar fazendo sons diferentes para estimular os alunos: sons estridentes, sons relaxantes, sons calmos, sons aflitivos...
Avaliação

Ao final do exercício retorne a roda inicial para fechar a aula, propondo nova reflexão: Existiram dificuldades? Quais? Qual a preferência: fazer o som ou ser o boneco? Foi diferente fazer com uma dupla e com outra? O que foi diferente? Peça alguns exemplos de sons que geraram movimentos “interessante/esquisitos/engraçados/legais.”
Termine com a respiração do início.
É importante que o professor observe os alunos durante todo o tempo, intervindo sempre que achar necessário: estimulando, dando apoio técnico (indicado faltas e/ou outros caminhos), percebendo dificuldades,

Aula 2

Atividade 1
- Retome o aquecimento da aula anterior: em roda, respiração e cada um propondo um movimento, acrescentando que cada movimento seja realizado acompanhado de um som, que combine com ele. A “música” daquele movimento.
Atividade 2 - Dançando nomes
- Peça para que cada um pense em seu próprio nome ou como gosta de ser chamado, observando o som de seu nome: é cheio, vazio, fino, grosso, agudo, grave, reto, curvo...como cada um definiria?
Após este pensar (rápido), cada um cria um movimento para seu nome. Podem ser que o nome peça mais de um (01) movimento. Assim, o nome (sonoridade e tempo) é a “música” para o movimento.
Cada um apresenta na roda seu movimento falando seu nome e todo o restante da turma repete, (fazendo o movimento e falando o nome). Isto acorre com todos os alunos seguidamente.
Depois de todos terem apresentado, acontece mais uma rodada, mas em silêncio: repete-se só os movimentos, na mesma ordem/sentido. Se houver esquecimento, o aluno “dono” do movimento/nome, ajuda.
Atividade 3 - Criação em grupo
- Forme grupos de 03 ou 04 crianças. Escolha ou permita que eles escolham. Muitas vezes a escolha do professor permite que haja maior diversidade de movimentos.
Peça que eles organizem seus movimentos/nomes em forma de uma sequência com início, meio e fim, criando movimentos de transição entre um nome e outro, se necessário, decidindo qual é a melhor ordem: qual movimento vem primeiro, por exemplo. Pode-se nesta composição repetir movimentos e fazer pequenas modificações se desejarem.
Decidam também qual será a organização no espaço: todos de frente em linha? Em círculo?Um de frente dois de costas??
Atividade 4 - Produto final - Apreciação
Após todos terminarem - tempo estipulado pelo professor – os alunos decidem qual será a frente para a apresentação das sequências e já se organizam para poder assistir, compartilhar as criações dos outros colegas e apresentar as próprias.
Neste momento o professor (junto com os alunos ou sem) pode levantar critérios de observação: A sequência teve início, meio e fim? Todos conheciam o que estavam fazendo? Haviaconcentração?
Estes critérios são importantes para estabelecer comparações saudáveis e avaliar se o trabalho atingiu seu objetivo. Desta forma, não fica restrito a julgamentos ou achismos, mas auxilia os alunos a prenderem a falar sobre suas criações e de seus colegas, estimulando o respeito mútuo e, gerando debate/conhecimento que podem ser relacionados em futuros exercícios de composição.
Cada grupo apresenta seu produto final/criação.
Opção 

Nesta apresentação o professor pode propor alguma música de pulso regular e bem nítido para apresentar as sequências e decidir com os grupos se querem apresentar com ou sem música. Pode também realizar a presentação duas vezes: com e sem música para que os alunos comentem a diferença estimulando a reflexão sobre a utilização de uma música inserida após a criação da movimentação.

Avaliação

A avaliação é processual e ocorre a cada discussão/reflexão realizada, no fechamento da aula ou nos momentos de apreciação. O levantamento de critérios para observação (conjunto ou pelo professor) e a clareza da proposta/objetivo bem como a explicitação do conteúdo a ser trabalhado criam parâmetros de observação para o professor avaliar formalmente, se necessário, e referenciais para que o aluno se aproprie de seu processo de aprendizado.
O importante neste caso, é que o professor não emita julgamentos de valor, o que pode reprimir a criação e expressão do aluno, valorize a criação pessoal e o processo do grupo, apontando falhas que possam ocorrer e indicando cominhos possíveis.
No trabalho proposto o professor pode levantar questões como:

- É necessário ter música para criar uma dança?
- O que eu (aluno) aprendi nestas duas aulas? Com relação ao corpo? Ao movimento? Ao trabalho em grupo?
- Quais foram minhas maiores dificuldades?
- O que eu poderia melhorar

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Sustentabilidade


Es

Perfil da turma


PERFIL DA TURMA

Escola Antônio Carlos Magalhães. Leciono em todas as turmas do 6º ano. Na qual tem mais ou menos 600 alunos matriculados na faixa etária de 12 a 22 anos de idade, quais a grande maioria residem próximo da escola e alguns de povoados.
Todos os alunos já lêem e escrevem com autonomia, interpretam textos e fazem uma boa leitura de imagem.
Em relação a tecnologia os alunos são super interessados 90% das turmas fazem uso de celulares, a grande maioria também tem acesso a internet em casa,e em lan house também temos televisão pen drive em todas as turmas, na escola também exite um laboratório porem ainda não faz uso por falta de alguns recursos.